Logo da SeTIC em branco
Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação

PDTIC UFCSPA 2026–2029 — versão HTML estruturada para leitura, navegação, governança e exportação institucional.

Logo da SeTIC em branco

Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação

PDTIC UFCSPA 2026–2029

Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre

Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC)


Porto Alegre, RS • 2026

Descrição

Este documento consolida o Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) da UFCSPA para o quadriênio 2026–2029. Estruturado a partir de diretrizes federais e necessidades institucionais, o plano orienta os investimentos e ações de TIC com foco em geração de valor público.

2026–2029 Vigência do Plano
7 Eixos Temáticos
94 Necessidades Mapeadas
94 Necessidades Consolidadas na Atualização

Monitoramento semestral e revisão anual garantem o alinhamento contínuo às demandas acadêmicas e de gestão.

Contracapa

Este documento foi elaborado em conformidade com o Guia de PDTIC do SISP e com a Portaria SGD/ME nº 778/2019, visando orientar e acompanhar a atuação da TIC na UFCSPA no período 2026–2029.

Ficha Técnica

Observação: os números/datas de portarias internas devem ser preenchidos com os atos vigentes publicados no portal/boletim oficial da UFCSPA.

Histórico de Revisões

Versão Data Descrição Autor Aprovação
1.0 Data da versão originária a confirmar Versão inicial do PDTIC 2026–2029. Equipe SeTIC Deliberação do CGD a confirmar
Significado das colunas do histórico de revisões.

Lista de Siglas e Abreviações

CGD — Comitê de Governança Digital

CGSI — Comitê Gestor de Segurança da Informação e Comunicação

CICD — Coord. de Infraestrutura e Comunicação de Dados

COSTIC — Coord. de Operações e Suporte de TIC

CSI — Coordenadoria de Sistemas de Informação

DPO — Encarregado pelo Tratamento de Dados Pessoais

EFGD — Estratégia Federal de Governo Digital

LAI — Lei de Acesso à Informação

LGPD — Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais

PDTIC — Plano Diretor de TIC

PNSI — Política Nacional de Segurança da Informação

SISP — Sistema de Administração dos Recursos de TI

Sumário

1. Preparação

A fase de preparação deste Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação (PDTIC) estruturou as condições institucionais, metodológicas e documentais necessárias para que o planejamento de TIC da UFCSPA fosse conduzido com consistência, rastreabilidade e aderência às orientações do SISP, do MGI e da SGD. Nessa etapa, foram consolidados o objeto do plano, a vigência 2026–2029, as responsabilidades das instâncias de governança e os referenciais que orientam o ciclo completo de elaboração, aprovação, monitoramento e revisão.

A preparação considerou a TIC como capacidade estratégica e transversal para ensino, pesquisa, extensão e gestão, com impacto direto sobre continuidade acadêmica, prestação de serviços digitais, segurança da informação, conformidade regulatória, proteção de dados e experiência do usuário. Também foram definidos como insumos centrais o documento-base institucional, os registros das áreas demandantes, os normativos aplicáveis, o inventário priorizado de necessidades e os elementos de governança necessários para transformar demandas dispersas em um portfólio executável, monitorável e compatível com a capacidade operacional da SeTIC.

Escopo da preparação. Esta etapa estabeleceu: (i) vigência e propósito do PDTIC; (ii) método de levantamento e priorização; (iii) fontes documentais e institucionais; (iv) agentes responsáveis por validação e governança; e (v) critérios para converter necessidades em metas, ações, cronograma, indicadores e riscos.

Referenciais adotados

Guia de PDTIC do SISP, Portaria SGD/ME nº 778/2019, Lei de Governo Digital, LGPD, LAI, normativos de segurança, acessibilidade e contratações de TIC.

Fontes de entrada

Documento-base do PDTIC, inventário de necessidades priorizadas, estrutura organizacional da SeTIC, informações das áreas demandantes e diretrizes estratégicas institucionais.

Governança mobilizada

SeTIC, Comitê de Governança Digital, Comitê Gestor de Segurança da Informação e Comunicação, DPO e unidades demandantes com papéis complementares de validação e acompanhamento.

Produtos esperados

Diagnóstico institucional, inventário priorizado, metas, ações, cronograma macro, matriz de riscos, trilha de monitoramento e base documental apta para revisão anual.

Infográfico complementar — trilha de construção do PDTIC
E1

Preparar

Definição de escopo, vigência, governança, fontes documentais e critérios metodológicos para transformar demandas em plano executável.

E2

Consolidar

Integração do documento-base, do inventário priorizado, dos normativos e das contribuições institucionais em uma base única de análise.

E3

Desdobrar

Conversão das necessidades em metas, ações, cronograma macro, indicadores e gestão de riscos conectados ao portfólio 2026–2029.

E4

Governar

Encadeamento entre validação, monitoramento e revisão para assegurar rastreabilidade e aderência institucional durante todo o ciclo do PDTIC.

Figura 1 — Encadeamento entre escopo, consolidação, desdobramento e governança do PDTIC na fase de preparação.

2. Diagnóstico

O diagnóstico do PDTIC foi construído a partir do inventário integral de 94 necessidades priorizadas, e não apenas do recorte executivo das primeiras posições do ranking. Essa abordagem amplia a aderência do plano à realidade institucional, pois contempla simultaneamente demandas críticas de continuidade operacional, modernização de sistemas, segurança cibernética, governança, dados, atendimento, infraestrutura, acessibilidade e inovação.

Em termos analíticos, o conjunto das necessidades evidencia um ambiente de TIC pressionado por três frentes simultâneas: sustentação de serviços essenciais já em operação; transformação digital de processos acadêmicos e administrativos; e fortalecimento da governança, da segurança e da capacidade institucional para dados, integração e inovação responsável. O diagnóstico, portanto, não se restringe aos itens de maior GUT, mas incorpora também a cauda longa de demandas que, embora menos urgentes isoladamente, afetam maturidade, continuidade e eficiência no médio prazo.

2.1 Panorama institucional e operacional

A UFCSPA depende de ecossistema tecnológico heterogêneo e altamente interdependente: licenças corporativas, conectividade, autenticação, sistemas acadêmicos, serviços administrativos, plataformas de colaboração, ambientes de aprendizagem, infraestrutura de processamento, soluções de segurança e canais de atendimento. Falhas ou atrasos em qualquer uma dessas camadas repercutem diretamente na execução do calendário acadêmico, na experiência da comunidade universitária e no atendimento de obrigações legais e regulatórias.

O diagnóstico também evidencia que a SeTIC precisa equilibrar operações contínuas com entregas de evolução, reescrita e integração de sistemas, ao mesmo tempo em que fortalece políticas, processos, contratos, dados, privacidade e capacidade de resposta a incidentes. Essa combinação reforça a necessidade de um portfólio escalonado, com governança ativa e critérios claros para priorização e sequenciamento.

Infográfico complementar — leitura do diagnóstico
D1

Continuidade operacional

Licenças, Internet, backup, firewall e sustentação do ambiente precisam permanecer estáveis para proteger calendário acadêmico, ensino e serviços críticos.

D2

Modernização de sistemas

O portfólio combina manutenção, reescrita, integração e evolução funcional de sistemas acadêmicos e administrativos com alto impacto institucional.

D3

Segurança e conformidade

Privacidade, LGPD, identidade digital, resposta a incidentes e controles mínimos exigem tratamento transversal e contínuo.

D4

Dados e interoperabilidade

Integrações, painéis, governança de dados e BI aparecem como habilitadores para decisões mais rápidas, auditáveis e orientadas por evidências.

D5

Atendimento e experiência

Portal, canais digitais, comunicação com usuários e serviços de suporte são parte do valor percebido pela comunidade universitária.

D6

Capacidade institucional

A execução depende de priorização, governança, contratos, conhecimento e equilíbrio entre demandas novas e operação contínua.

Figura 2 — Frentes críticas e tensões do ecossistema de TIC da UFCSPA no diagnóstico institucional.

2.2 Síntese do inventário priorizado (94 necessidades)

A leitura consolidada dos 94 itens priorizados permite identificar blocos estruturantes de necessidade que se repetem ao longo de todo o inventário e fundamentam o desenho deste PDTIC:

Base diagnóstica adotada. O planejamento tático apresentado neste documento considera explicitamente o conjunto atualizado de 94 necessidades, preservando a visão executiva dos itens mais críticos sem perder a rastreabilidade do portfólio institucional.

2.3 Implicações para o planejamento 2026–2029

O diagnóstico conduz a quatro implicações centrais para o ciclo 2026–2029: primeiro, a priorização deve proteger a continuidade de serviços essenciais e obrigações institucionais; segundo, a modernização de sistemas precisa ser combinada com arquitetura, integração e governança de dados; terceiro, a evolução digital exige reforço simultâneo em segurança, privacidade, identidade e observabilidade; e, por fim, a execução do portfólio depende de gestão de capacidade, planejamento de contratações, coordenação intersetorial e monitoramento permanente por indicadores.

Com isso, o PDTIC passa a operar não apenas como lista de demandas, mas como instrumento de decisão para ordenar entregas por criticidade, dependência, viabilidade e geração de valor público. Essa leitura diagnóstica justifica a estruturação em eixos temáticos, ondas anuais de execução, metas com indicadores e mecanismos formais de revisão, permitindo que a UFCSPA trate o conjunto de 94 necessidades de modo progressivo, transparente e institucionalmente sustentável.

3. Metodologia de elaboração

A elaboração do PDTIC observou as orientações do Guia de PDTIC do SISP (v2.1), estruturando-se de forma colaborativa e transparente, alinhando necessidades de TIC ao mapa estratégico institucional.

3.1 Referenciais metodológicos e referência institucional

O processo seguiu a lógica de três fases fundamentais, em conformidade com o SISP:

1 Preparação escopo, equipe, governança, fontes e critérios de priorização 2 Diagnóstico leitura do ambiente institucional, inventário integral atualizado e alinhamentos estratégicos 3 Planejamento objetivos, metas, ações, cronograma, riscos e capacidade de execução 4 Execução e revisão monitoramento, prestação de contas e melhoria contínua Ciclo contínuo com monitoramento semestral, revisão anual, transparência ativa e replanejamento institucional
Figura 3 — Ciclo metodológico do PDTIC com ênfase em preparação, diagnóstico, planejamento, execução e revisão contínua.

4. Base normativa e referências

A governança de TIC está fundamentada em arcabouço legal abrangente que direciona o portfólio de ações deste PDTIC:

4.1 Critérios de aderência formal ao MGI, SISP e SGD

Síntese de conformidade adotada nesta versão

Estrutura mínima do PDTIC. O documento contempla preparação, diagnóstico, inventário priorizado, metas, ações, cronograma, gestão de pessoas, orçamento, riscos, monitoramento, revisão e referências normativas.
Rastreabilidade. As seções de diagnóstico, inventário e ações mantêm vínculo explícito com o conjunto atualizado de 94 necessidades priorizadas, fortalecendo transparência decisória.
Governança e revisão. Foram destacados papéis de SeTIC, CGD, CGSI e DPO, além de ritos semestrais e revisão anual, em aderência às boas práticas de governança digital.
Execução e controle. O documento explicita indicadores, cronograma macro, riscos, capacitação, frentes orçamentárias e diretrizes de conformidade, permitindo acompanhamento institucional e prestação de contas.

Planejamento e Governança

• Portaria SGD/ME nº 778/2019 (PDTIC)
• Guia de PDTIC do SISP v2.1
• Governança Digital (EFGD / IND)

Segurança e Transparência

• LGPD (Lei nº 13.709/2018)
• LAI (Lei nº 12.527/2011)
• PNSI (Decreto nº 9.637/2018)

Contratações de TIC

• IN SGD/ME nº 94/2022
• PCA / Gestão de Fornecedores
• Racionalidade de despesas

Identidade e Acessibilidade

• Compartilhamento de dados (Dec. 10.046/19)
• Plataforma gov.br (Dec. 8.936/16)
• eMAG (Acessibilidade Digital)

Figura 4 — Base normativa e mapa de alinhamento (síntese).

5. Contexto institucional e organização da TIC

5.1 SeTIC — atribuições

A Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação (SeTIC) da UFCSPA é o órgão central de TIC, consolidando essa função como capacidade estratégica e transversal. Compete à SeTIC planejar, coordenar e sustentar os serviços digitais para ensino, pesquisa, extensão e administração, garantindo aderência às diretrizes do SISP, promovendo gestão de riscos e estabelecendo políticas de segurança da informação.

5.2 Governança por processos

A organização da SeTIC apoia-se em macroprocessos que asseguram qualidade, conformidade e entrega contínua de valor:

1. Governança e Estratégia de TIC
2. Gestão de Serviços de TIC
3. Desenvolvimento de Sistemas
4. Segurança e Gestão de Riscos
5. Infraestrutura e Ativos
6. Gestão de Contratos e Pessoas
Figura 5 — Macroprocessos de TIC.

5.3 Coordenadorias-chave

Leitura executiva da matriz SWOT
Síntese executiva. A matriz SWOT indica que a UFCSPA possui base institucional, governança e ativos tecnológicos capazes de sustentar a modernização da TIC, desde que a execução permaneça orientada por priorização rigorosa, proteção da capacidade operacional e tratamento contínuo de riscos críticos.
S — Forças
Ambiente interno favorável.
W — Fraquezas
Ambiente interno restritivo.
O — Oportunidades
Vetores externos favoráveis.
T — Ameaças
Riscos externos a mitigar.

FORÇAS (S)

  • Estrutura formal da SeTIC e governança ativa.
  • Sustentação de serviços digitais críticos.
  • Infraestrutura hiperconvergente com resiliência e recuperação ágil.
  • Cooperação entre IFES e compartilhamento de boas práticas.
  • Experiência em integrações, normativos e gestão por portfólio.

Implicação estratégica: usar a base institucional já consolidada para acelerar modernização com previsibilidade, resiliência e menor risco de descontinuidade.

FRAQUEZAS (W)

  • Equipe insuficiente frente ao volume e à diversidade das demandas.
  • Divisões de Suporte e Redes ainda não formalizadas.
  • Dependência de contratos, fornecedores e janelas de contratação.
  • Dívida técnica em sistemas legados e integrações críticas.
  • Sobrecarga operacional e risco de dispersão.

Implicação estratégica: reforçar priorização, padronização de processos e proteção da capacidade operacional para preservar sustentabilidade no ciclo do PDTIC.

OPORTUNIDADES (O)

  • Agenda de governança digital e amadurecimento institucional.
  • Ampliação de automação, interoperabilidade, dados e IA responsável.
  • Cooperação com IFES, órgãos públicos e redes especializadas.
  • Reaproveitamento de soluções validadas no setor público.
  • Melhoria da experiência do usuário e do valor público entregue.

Implicação estratégica: ampliar escala e reduzir retrabalho por meio de cooperação, padronização e reaproveitamento de soluções públicas já maduras.

AMEAÇAS (T)

  • Crescimento das ameaças cibernéticas e das exigências de continuidade.
  • Instabilidade orçamentária com impacto sobre contratos críticos.
  • Dificuldade de retenção e reposição de pessoal especializado.
  • Maior complexidade regulatória.
  • Possível cessão de servidor ao MGI em edital do GSISP.
  • Pressão de atualização tecnológica acima da capacidade institucional.

Implicação estratégica: manter segurança, orçamento e força de trabalho no centro das decisões, com contingências explícitas para continuidade operacional.

Direcionamento derivado da matriz. Preservar a continuidade, transformar cooperação e infraestrutura em ganho de escala, reduzir vulnerabilidades operacionais e manter decisões centradas em segurança, orçamento e capacidade efetiva de execução no ciclo 2026–2029.
Figura 6 — Matriz SWOT (FOFA) da TIC na UFCSPA, com padronização visual, leitura executiva e implicações estratégicas por quadrante.

5.4 Atos internos e instâncias de governança

A governança de TIC da UFCSPA consolida-se em colegiados estratégicos responsáveis por priorização e gestão de riscos:

Infográfico complementar — fluxo de governança da TIC
G1

Estratégia institucional

PDI, Planejamento Estratégico e diretrizes federais orientam prioridades, conformidade e foco do portfólio.

G2

Deliberação e controles

CGD, CGSI e DPO qualificam decisões, definem diretrizes e observam riscos, segurança e proteção de dados.

G3

Execução coordenada

SeTIC e coordenadorias transformam diretrizes em entregas, contratos, sustentação, integrações e serviços digitais.

G4

Monitoramento e revisão

Indicadores, revisões periódicas e transparência ativa realimentam o planejamento e ajustam o portfólio institucional.

Figura 7 — Encadeamento entre estratégia, deliberação, execução e monitoramento na governança de TIC.

5.5 Instituição da SeTIC (2025) e organograma institucional

Organograma institucional — SeTIC (2025)
Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação SeTIC COSTIC Coordenadoria de Operações e Suporte de TIC CSI Coordenadoria de Sistemas de Informação CICD Coordenadoria de Infraestrutura e Comunicação de Dados CS Coordenadoria de Sustentação DSTIC Divisão de Suporte, Testes e Conformidade DAPS Divisão de Análise e Projeto de Sistemas DDSI Divisão de Desenvolvimento de Sistemas
Leitura do organograma. A SeTIC estrutura a governança executiva da TIC por coordenadorias finalísticas e por uma cadeia específica de desenvolvimento de sistemas vinculada à CSI, reforçando separação de papéis, especialização técnica e rastreabilidade organizacional.
Figura 8 — Organograma institucional da SeTIC (2025), com nomes completos, hierarquia visual ampliada e melhor legibilidade.

5.6 Alinhamento estratégico

O PDTIC atua como ponte entre a estratégia organizacional (PDI e Planejamento Estratégico) e a execução tática/operacional da tecnologia, internalizando também os direcionamentos da Estratégia Federal de Governo Digital (EFGD).

EFGD / Leis Federais PDI 2020-2029 & PE 2025-2029 PDTIC UFCSPA 2026–2029 (Portfólio Tático)
Figura 9 — Visão-síntese do alinhamento estratégico institucional.

6. Inventário de necessidades priorizado

6.1 Critérios de priorização (GUT)

A priorização do portfólio utiliza o método GUT, que avalia três dimensões institucionais para estabelecer a ordem de execução:

A multiplicação dos fatores gera a pontuação GUT, apresentada na coluna Total e utilizada para determinar a ordenação das 94 necessidades levantadas.

Infográfico complementar — lógica do método GUT
G

Gravidade

Mede o impacto institucional da ausência da solução sobre atividades finalísticas, continuidade acadêmica, conformidade e prestação de serviços.

U

Urgência

Expressa a pressão temporal da demanda, incluindo prazos legais, dependências operacionais, janelas de contratação e risco de atraso.

T

Tendência

Indica o ritmo de agravamento do problema caso não haja ação, sinalizando propagação de impactos, custo futuro e perda de capacidade.

Σ

Resultado gerencial

A combinação G × U × T estrutura o ranking de prioridades e orienta o sequenciamento institucional do portfólio atualizado.

Leitura da figura. O método GUT transforma percepção difusa de demandas em ordem comparável de criticidade, apoiando decisões de governança, contratação, escalonamento e monitoramento do PDTIC.
Figura 10 — Representação sintética do método GUT aplicado ao inventário priorizado do PDTIC UFCSPA 2026–2029.

6.2 Nota explicativa sobre o recorte executivo

Posicionamento editorial adotado. Nesta versão do PDTIC, o recorte executivo de Top 15 necessidades foi mantido apenas como referência conceitual de leitura rápida, e não como quadro autônomo de decisão. A governança, o monitoramento e a priorização institucional devem considerar o conjunto consolidado de 94 necessidades, apresentado neste documento, para preservar dependências técnicas, requisitos normativos, janelas de contratação, sustentabilidade operacional e coerência entre frentes de execução.

Em termos de gestão, o recorte executivo pode ser útil em apresentações sintéticas, despachos e comunicações de alto nível; porém, no corpo principal deste PDTIC, sua função passa a ser apenas explicativa. Assim, evita-se duplicidade com a listagem integral já consolidada na seção 7.2 e reforça-se que as decisões de portfólio devem ser pautadas pela visão sistêmica do inventário priorizado, e não por subconjuntos isolados.

7. Plano de metas e ações (2026–2029)

O plano desdobra o inventário integral das 94 necessidades elencadas em 7 eixos temáticos estruturantes, garantindo direcionamento tático, cobertura do portfólio completo e alinhamento à conformidade e inovação (incluindo diretrizes de Inteligência Artificial e Soberania Digital).

7.1 Objetivos e metas

Diretriz de abrangência. As metas, os indicadores e as ações deste capítulo foram organizados para contemplar o conjunto completo das 94 necessidades priorizadas, seja por atendimento direto, seja por agrupamento temático, dependências técnicas e frentes transversais de sustentação, modernização, segurança, dados, infraestrutura e experiência do usuário.

Eixo 1: Governança e Gestão

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MEG1 Percentual de ações do PDTIC com status atualizado >= 95% Anual
MEG2 Tempo médio de atualização do painel de acompanhamento <= 15 dias Anual
MEG3 Percentual de contratações de TIC alinhadas ao PDTIC/PCA 100% Anual
Significado das colunas das tabelas de metas.

Eixo 2: Infraestrutura e Conectividade

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MEI1 Disponibilidade dos serviços críticos (rede, e-mail, sistemas centrais) >= 99,5% Anual
MEI2 Percentual de backups testados com sucesso >= 90% Semestral
MEI3 Percentual do parque computacional renovado >= 25%/ano Anual

Eixo 3: Sistemas Acadêmicos e Administrativos

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MES1 Percentual de demandas priorizadas entregues no ano (faixa executiva e ranking consolidado) >= 70% Anual
MES2 Número de sistemas críticos com atualização executada >= 4/ano Anual

Eixo 4: Segurança, Privacidade e Identidade

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MEP1 Sistemas com controles mínimos de segurança (MFA, logs) >= 80% Anual
MEP2 Servidores capacitados em privacidade e segurança >= 60% Anual
MEP3 Serviços integrados ao Login Único gov.br >= 3 Até 2029

Ações Transversais de IA e Soberania Digital (Eixo 4):

ID Ação/entrega Resultado esperado Prazo
IA-SEC-01 Padrão de avaliação de risco/impacto para IA (AIA) Adoção com transparência e supervisão humana 2026
IA-SEC-02 Reforçar trilha de logs, auditoria e monitoramento Rastreabilidade e conformidade 2026–2028
IA-SEC-03 Fortalecer identidade digital/SSO Redução de fraudes e acessos indevidos 2026–2027
IA-SEC-04 Plano de continuidade e resposta a incidentes Resiliência em serviços críticos 2027–2029
Significado das colunas das ações transversais de IA e soberania digital.

Este mesmo padrão de leitura se aplica às tabelas equivalentes dos demais eixos que apresentam ações transversais.

Eixo 5: Dados, Interoperabilidade e BI

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MED1 Módulo de relatórios/dashboards institucionais Implantado Até 2028

Ações Transversais de IA e Soberania Digital (Eixo 5):

ID Ação/entrega Resultado esperado Prazo
IA-DBI-01 Implantar Governança de Dados (catálogo, qualidade) Base sólida e auditável para IA e BI 2026–2027
IA-DBI-02 Definir Plano de Interoperabilidade e Integrações Integração segura via APIs e SSO 2026–2028
IA-DBI-03 Estruturar plataforma de BI/Analytics Gestão orientada a evidências 2027–2029
IA-DBI-04 Requisitos de soberania para dados sensíveis Mitigação de dependência; controle 2026–2029

Eixo 6: Atendimento e Experiência do Usuário

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MEA1 Tempo médio de primeira resposta (chamados priorizados) <= 8h Anual
MEA2 Central de Atendimento Digital Implantada Até 2029

Eixo 7: Inovação e Pesquisa

Meta Indicador Valor/Padrão Prazo
MEIN1 Portal de inovação/pesquisa disponibilizado Implantado Até 2028

Ações Transversais de IA e Soberania Digital (Eixo 7):

ID Ação/entrega Resultado esperado Prazo
IA-IP-01 Política Institucional de IA e Guia de Uso Redução de riscos e adoção ética 2026
IA-IP-02 Constituir Comissão multidisciplinar de IA Governança e accountability 2026
IA-IP-03 Mapear e priorizar casos de uso de IA Portfólio com ganhos mensuráveis 2026–2027
IA-IP-04 Criar sandbox para experimentação e reprodutibilidade Inovação com segurança e logs 2027
IA-IP-05 Capacitação em IA responsável e integridade acadêmica Adoção crítica e redução de usos indevidos 2026–2028

7.2 Ações priorizadas — atualização pela planilha de necessidades

Esta seção foi atualizada com base na planilha de necessidades fornecida. O conjunto atual contém 94 necessidades, reorganizadas por Coordenadoria executora e ordenadas, em cada quadro, pelo valor da coluna Total da matriz GUT, do maior para o menor.

Critério adotado nesta atualização. O Rank geral preserva a posição de referência informada na planilha-base, enquanto o Rank na unidade mostra a ordenação interna de cada executora segundo a pontuação total do GUT. Essa organização facilita a leitura da carga de trabalho por coordenadoria e evidencia frentes que podem ser executadas em paralelo.
Coordenadoria executoraQuantidade de necessidadesOrdenação interna
CICD — Coordenadoria de Infraestrutura e Comunicação de Dados13Total GUT decrescente
COSTIC — Coordenadoria de Operações e Suporte de TIC9Total GUT decrescente
CS — Coordenadoria de Sustentação6Total GUT decrescente
CS/CSI — Coordenadoria de Sustentação / Coordenadoria de Sistemas de Informação3Total GUT decrescente
CSI — Coordenadoria de Sistemas de Informação44Total GUT decrescente
PROGRAD / PROPPGI / SeTIC — Pró-Reitoria de Graduação / Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação / Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação1Total GUT decrescente
SeTIC — Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação18Total GUT decrescente

7.2.1 Necessidades por Coordenadoria executora

CICD — Coordenadoria de Infraestrutura e Comunicação de Dados

Total de necessidades nesta executora: 13.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
11Manter a licença suíte institucional de produtividade e colaboração em nuvemInfraestrutura e ConectividadeSeTIC685
29Renovar e fiscalizar contrato para acesso à InternetInfraestrutura e ConectividadeSeTIC485
310Desenvolver plano de terceirização de solução de energia ininterruptaGovernança e GestãoPROINFRA485
413Manter Software Antivírus licenciado e atualizadoInfraestrutura e ConectividadeSeTIC475
515Manter Firewall licenciado e atualizadoInfraestrutura e ConectividadeSeTIC465
616Manter o Licenciamento e atualização da solução hiperconvergenteInfraestrutura e ConectividadeSeTIC462
718Implantar Solução de Comunicação UnificadaInfraestrutura e ConectividadeSeTIC433
828Contratar e implantar Solução de backup e criar políticas de usoInfraestrutura e ConectividadeSeTIC364
932Contratar acesso à tecnologia de computação em nuvemInfraestrutura e ConectividadeSeTIC337
1034Adquirir servidores e equipamentos para infraestruturaInfraestrutura e ConectividadeSeTIC311
1135Implementar o SOC - UFCSPAInfraestrutura e ConectividadeSeTIC303
1264Avaliar a aquisição de cluster hiperconvergente com IAInfraestrutura e ConectividadeSeTIC221
1374Desenvolver autenticação Gov.br na Wi-Fi UFCSPAInfraestrutura e ConectividadeSeTIC184
COSTIC — Coordenadoria de Operações e Suporte de TIC

Total de necessidades nesta executora: 9.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
12Renovar o licenciamento da suíte institucional de produtividade corporativaInfraestrutura e ConectividadeSeTIC636
224Renovar o Parque ComputacionalInfraestrutura e ConectividadeSeTIC373
342Desenvolver plano de aquisição e reposição de insumos e peças de TICGovernança e GestãoPROINFRA283
445Adquirir laboratório de alto desempenhoInfraestrutura e ConectividadePROGRAD279
582Desenvolver o Plano de manutenção de equipamentos científicosGovernança e GestãoSeTIC145
693Implantar ferramenta de automação de e-mail marketingAtendimento e Experiência do UsuárioSeTIC89
796Desenvolver o Plano de aquisição, realocação e descarte dos ativos de TIGovernança e GestãoSeTIC76
897Desenvolver o Plano de proteção e indenização para equipamentos móveisGovernança e GestãoSeTIC74
998Instalar o sistema Tainacan na bibliotecaSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA69
CS — Coordenadoria de Sustentação

Total de necessidades nesta executora: 6.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
13Avaliar uma melhor solução de CMS para o Site InstitucionalAtendimento e Experiência do UsuárioASCOM618
214Atualizar o ambiente virtual de aprendizagem (AVA), Repositório, SEI, repositório arquivístico digital, plataforma de descrição arquivística, plataforma EDC e EditoraSistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC475
327Manter o Sistema Eletrônico de Informações (SEI) atualizadoSistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC364
436Manter o PPSI atualizadoSegurança, Privacidade e IdentidadeSeTIC / DPO / AUDIN299
563Implantar o sistema Petrvs (nova versão)Sistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGESP222
685Avaliar e implantar solução de monitoramento (noc)Infraestrutura e ConectividadeSeTIC140
CS/CSI — Coordenadoria de Sustentação / Coordenadoria de Sistemas de Informação

Total de necessidades nesta executora: 3.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
125Desenvolver a criação e exclusão automática de usuários - UFCSPASegurança, Privacidade e IdentidadeSeTIC367
238Melhorar a solução de autenticação de usuáriosSegurança, Privacidade e IdentidadeSeTIC323
348Permitir alteração de Nome Civil e de Nome SocialSistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC269
CSI — Coordenadoria de Sistemas de Informação

Total de necessidades nesta executora: 44.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
14Desenvolver um novo sistema PID / IC / ITI / Fomento / Monitoria / Extensão / Apoio TécnicoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROPPGI / PROGRAD / PROEXT / PROPLAD591
25Criar o Diploma Digital para a pós-graduaçãoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD / PROPPGI591
323Criar novo Sistema de Reserva de Salas integrado com Laboratórios e Equipamentos e Avaliar desenvolvimento ou instalação de Sistema de Organização de HoráriosSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA591
46Desenvolver o Plano de aquisição e renovação de licenças de softwareGovernança e GestãoUFCSPA582
57Desenvolver novas funcionalidades no Sistema de Matrícula/RematrículaSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD580
68Criar o Relatório de Atividade Docente (RAD), disponibilizar para público interno e externoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD / PROPPGI / PROEXT497
711Integrar o Sistema de Bolsas ao Processo Seletivo para automatizar a concessão e a gestão dos benefíciosSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROPPGI483
812Desenvolver novas funcionalidades no Plano de EnsinoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD / PROPPGI482
917Desenvolver o Sistema de Seleção e Matrícula do Extra-SISUSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD442
1019Desenvolver módulo de relatórios gerenciais e dashboardDados, Interoperabilidade e BIUFCSPA404
1120Desenvolver novo portal institucional com o padrão do Governo FederalGovernança e GestãoASCOM401
1221Definir Estratégia de Substituição/Manutenção SIEGovernança e GestãoPROGRAD / PROPPGI391
1322Reescrever o SIURSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROEXT389
1426Avaliar desenvolvimento ou instalação de Registro Centralizado de ContratosDados, Interoperabilidade e BIPROPLAD365
1530Contratar ou desenvolver sistema de gerenciamento de estágiosSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD343
1633Avaliar Integração com sistema SIAPE / SIGEPESistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGESP322
1737Contratar ou desenvolver novo sistema de Avaliação InstitucionalSistemas Acadêmicos e AdministrativosCPA294
1839Desenvolver o sistema de gestão de laboratórios multiusuáriosSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA289
1940Renovar o licenciamento de ferramentas de edição e criação digitalInfraestrutura e ConectividadePROPPGI/INOVA285
2041Implantar o Sistema Integrado de Administração de Serviços - SIADSSistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC283
2143Desenvolver um Portal de InovaçãoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROPPGI/INOVA279
2249Desenvolver controle e identificação de provável evasãoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD269
2352Integrar ambiente virtual de aprendizagem (AVA) com o SIE/Portal do ProfessorSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD251
2453Desenvolver Sistema de Gerenciamento de Atividades ComplementaresSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD249
2554Avaliar desenvolvimento Sistema de Gestão de PatrimônioSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA248
2655Analisar a inclusão de IA nas licenças provedor de suíte institucional em nuvemGovernança e GestãoPROPLAD / PROINFRA244
2761Desenvolver melhorias no sistema da Assistência EstudantilSistemas Acadêmicos e AdministrativosPRAE226
2862Desenvolver autenticação com Gov.br aos sistemasGovernança e GestãoSeTIC222
2965Avaliar desenvolvimento ou instalação de Sistema de InternacionalizaçãoGovernança e GestãoSeTIC219
3066Desenvolver um sistema para o cadastro e gestão de egressos (Alumni)Sistemas Acadêmicos e AdministrativosPROEXT218
3167Avaliar a implementação do Sistema de ComprasGovernança e GestãoPROPLAD211
3268Atualizar a política de segurança da informaçãoSegurança, Privacidade e IdentidadeSeTIC204
3369Contratar ou Desenvolver o Acervo Digital da UFCSPASistemas Acadêmicos e AdministrativosPROPLAD202
3470Desenvolver melhorias no sistema do RU (GURI)Sistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC197
3571Desenvolver Site da Agência de InovaçãoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROPPGI/INOVA190
3679Desenvolver Almoxarifado EPI - SegurançaSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA160
3780Avaliar solução de software para controle de acesso ao RUSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA152
3881Customizar o Sistema de Editora da UFCSPASistemas Acadêmicos e AdministrativosPROINFRA150
3987Contratar ou desenvolver sistema para registro de presença e votaçãoSistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC119
4090Desenvolver Novas Funcionalidades no App UFCSPASistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGRAD / PROPPGI108
4192Avaliar desenvolvimento Sistema de Controle de CapacitaçãoSistemas Acadêmicos e AdministrativosPROGESP91
4294Desenvolver o Plano de terceirização dos serviços de impressão e digitalizaçãoGovernança e GestãoSeTIC85
4395Desenvolver novas funcionalidades: Intranet da UFCSPAAtendimento e Experiência do UsuárioASCOM84
4499Implementar chamada com QR Code - GeorreferênciaInfraestrutura e ConectividadeREITORIA27
PROGRAD / PROPPGI / SeTIC — Pró-Reitoria de Graduação / Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação / Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação

Total de necessidades nesta executora: 1.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
173Estruturar a Central de Atendimento DigitalAtendimento e Experiência do UsuárioPROGRAD / PROPPGI188
SeTIC — Secretaria de Tecnologia da Informação e Comunicação

Total de necessidades nesta executora: 18.

Rank na unidadeRank geralNecessidadeEixoDemandanteTotal
131Melhorar o Processo de Contratações de TICGovernança e GestãoSeTIC338
246Implementar normas e políticas da LGPDSegurança, Privacidade e IdentidadeSeTIC279
347Implantar ferramentas de segurança cibernética alinhadas com o PPSISegurança, Privacidade e IdentidadeSeTIC270
450Manter os processos de TIC devidamente mapeados e atualizadosGovernança e GestãoSeTIC263
551Desenvolver um Plano de manutenção e ampliação de cabeamento estruturadoGovernança e GestãoSeTIC261
656Implantar software de Monitoramento e PrevisibilidadeInfraestrutura e ConectividadeSeTIC243
757Capacitar profissionais de TICGovernança e GestãoSeTIC240
858Divulgar a campanha de conscientização em SegurançaGovernança e GestãoCS235
959Avaliar desenvolvimento ou instalação do gerenciamento da catalogaçãoGovernança e GestãoSeTIC / ASCOM228
1072Desenvolver política de hospedagemGovernança e GestãoSeTIC190
1175Avaliar e implantar uma solução automática de registro de bensGovernança e GestãoSeTIC183
1276Desenvolver o PCTICGovernança e GestãoSeTIC182
1377Desenvolver o PETICGovernança e GestãoSeTIC175
1483Avaliar e implantar packs Adquiridos solução corporativa de banco de dados (licenciamento)Infraestrutura e ConectividadeSeTIC142
1584Reestruturar os processos de TI e implantar metodologiasGovernança e GestãoSeTIC142
1686Desenvolver o PTDGovernança e GestãoSeTIC133
1789Implantar o registro OCR no sistema de Pedidos InternosSistemas Acadêmicos e AdministrativosSeTIC109
1891Implantar recursos de VDI e de infraestrutura de acesso remotoInfraestrutura e ConectividadeSeTIC105

7.3 Cronograma macro (2026–2029)

O portfólio foi organizado em quatro ondas anuais, combinando ações de continuidade operacional, modernização da infraestrutura, evolução de sistemas, segurança, dados e inovação institucional. O escalonamento abaixo reflete a visão de execução sugerida pelo documento-base e facilita o acompanhamento pelo CGD e pelas áreas demandantes.

Diretriz de execução. O cronograma macro não substitui o planejamento executivo anual nem os planos de contratação, mas consolida a ordem lógica de implantação do portfólio priorizado, preservando continuidade, conformidade, sustentabilidade orçamentária e capacidade operacional da SeTIC.
Onda 2026

Continuidade e entregas críticas

Onda 2027

Modernização estrutural

Onda 2028

Consolidação de dados, segurança e conformidade

Onda 2029

Otimização e expansão

2026

Arranque e proteção do essencial

Contratações críticas, continuidade operacional, entregas acadêmicas prioritárias e ativação das bases de governança, segurança e IA responsável.

2027

Modernização e integração

Infraestrutura, comunicação unificada, integrações entre sistemas, identidade digital e amadurecimento do portfólio de serviços.

2028

Consolidação institucional

Governança de dados, BI, segurança cibernética, conformidade, observabilidade e ampliação do valor gerado pelas soluções implantadas.

2029

Escala, avaliação e transição

Operação plena do atendimento digital, otimização de ativos, avaliação de resultados e preparação do próximo ciclo de planejamento.

2026 — arranque e proteção do essencial 2027 — modernização e integração 2028 — consolidação institucional 2029 — escala, avaliação e transição cinza — preparação, desenho ou transição
Frente estratégica
2026
2027
2028
2029
Continuidade operacional
Proteção do essencial
Sustentação qualificada
Sustentação qualificada
Sustentação e revisão
Infraestrutura e conectividade
Contratações e base
Modernização intensiva
Consolidação técnica
Otimização
Sistemas acadêmicos e administrativos
Entregas críticas
Integrações e evolução
Maturidade funcional
Aprimoramento contínuo
Segurança, privacidade e identidade
Base normativa e controles
Implantação de capacidades
Consolidação e resposta
Melhoria contínua
Dados, interoperabilidade e BI
Preparação e desenho
Estruturação
Implantação institucional
Expansão analítica
Atendimento e experiência do usuário
Diagnóstico de serviços
Desenho de canais
Implantação gradual
Operação plena
IA e soberania digital
Diretrizes e governança
Sandbox e casos-piloto
Escalonamento responsável
Avaliação e revisão
Leitura da figura. O cronograma macro expressa a progressão lógica do portfólio com distinção cromática por onda anual: 2026 concentra proteção da operação e entregas críticas; 2027 acelera modernização e integrações; 2028 consolida dados, segurança e conformidade; e 2029 prioriza escala, avaliação de resultados e preparação do PDTIC subsequente.
Figura 14 — Cronograma macro aprimorado do PDTIC UFCSPA 2026–2029, com legenda completa, contraste cromático reforçado e frentes estratégicas por onda anual.
Infográfico complementar — critérios de leitura das ondas anuais
C1

2026 — Proteger a base

Foco em continuidade operacional, entregas acadêmicas críticas, contratos essenciais, segurança mínima e preservação dos serviços indispensáveis.

C2

2027 — Integrar e modernizar

O portfólio avança para integrações, renovação estrutural, evolução arquitetural e ganho de eficiência em sistemas e infraestrutura.

C3

2028 — Consolidar capacidades

Dados, BI, segurança, conformidade e observabilidade passam a operar como capacidades institucionais mais maduras e coordenadas.

C4

2029 — Escalar e revisar

A última onda combina expansão responsável, avaliação de resultados, ajustes finos do portfólio e preparação do próximo ciclo de planejamento.

Figura 15 — Critérios de leitura das ondas anuais do cronograma macro, distinguindo proteção da base, modernização, consolidação e revisão do ciclo.

7.4 Rastreabilidade de IA e Soberania Digital

A matriz a seguir relaciona as necessidades de maior impacto com as ações transversais de IA e soberania digital, evidenciando onde tais diretrizes funcionam como apoio, alavanca estruturante ou requisito de conformidade. A coluna Ações relacionadas deve ser lida como um mecanismo de vinculação entre a necessidade priorizada e as ações transversais que ajudam a viabilizar sua implementação, reduzir riscos, reforçar governança ou assegurar conformidade.

Infográfico complementar — lógica de rastreabilidade
IA1

Necessidade priorizada

O ponto de partida é a demanda institucional ranqueada por criticidade, urgência, tendência e impacto operacional.

IA2

Ação transversal

Cada necessidade é conectada a ações de IA, dados, interoperabilidade, segurança ou política institucional aplicáveis.

IA3

Intensidade da relação

O vínculo pode ser de apoio, alavanca estruturante ou requisito de conformidade, conforme o papel desempenhado.

IA4

Decisão de governança

A leitura final subsidia priorização responsável, mitigação de riscos, transparência e escalonamento institucional.

Leitura visual. Nesta seção, a rastreabilidade mostra como a agenda de IA e soberania digital não atua isoladamente: ela atravessa o portfólio e apoia decisões técnicas, regulatórias e gerenciais.
Figura 16 — Conexão entre necessidade priorizada, ação transversal, intensidade da relação e decisão de governança na agenda de IA e soberania digital.
RankNecessidadeEixoGUTAções relacionadas
1Manter a licença suíte institucional de produtividade e colaboração em nuvemInfraestrutura e Conectividade685IA-DBI-04(1)
2Renovar o licenciamento da suíte institucional de produtividade corporativaInfraestrutura e Conectividade636IA-DBI-04(1); IA-IP-04(1)
3Avaliar uma melhor solução de CMS para o Site InstitucionalAtendimento e Experiência do Usuário618IA-IP-04(1)
4Desenvolver um novo sistema PID / IC / ITI / Fomento / Monitoria / Extensão / Apoio TécnicoSistemas Acadêmicos e Administrativos591IA-IP-04(1)
5Criar o Diploma Digital para a pós-graduaçãoSistemas Acadêmicos e Administrativos591
6Desenvolver o Plano de aquisição e renovação de licenças de softwareGovernança e Gestão582IA-IP-01(1); IA-IP-02(1)
7Desenvolver novas funcionalidades no Sistema de Matrícula/RematrículaSistemas Acadêmicos e Administrativos580
8Criar o Relatório de Atividade Docente (RAD), disponibilizar para público interno e externoSistemas Acadêmicos e Administrativos497IA-DBI-03(1)
9Renovar e fiscalizar contrato para acesso à InternetInfraestrutura e Conectividade485IA-DBI-02(1); IA-DBI-04(1); IA-SEC-03(1)
10Desenvolver plano de terceirização de solução de energia ininterruptaGovernança e Gestão485IA-IP-01(1); IA-IP-02(1); IA-IP-04(1)
11Integrar o Sistema de Bolsas ao Processo Seletivo para automatizar a concessão e a gestão dos benefíciosSistemas Acadêmicos e Administrativos483IA-DBI-02(2); IA-IP-01(1); IA-IP-02(1); IA-IP-03(1); IA-SEC-03(1)
12Desenvolver novas funcionalidades no Plano de EnsinoSistemas Acadêmicos e Administrativos482IA-IP-01(1); IA-IP-02(1)
13Manter Software Antivírus licenciado e atualizadoInfraestrutura e Conectividade475IA-IP-04(1)
14Atualizar o ambiente virtual de aprendizagem (AVA), Repositório, SEI, repositório arquivístico digital, plataforma de descrição arquivística, plataforma EDC e EditoraSistemas Acadêmicos e Administrativos475IA-DBI-01(1)
15Manter Firewall licenciado e atualizadoInfraestrutura e Conectividade465IA-IP-04(1)
Significado das colunas da rastreabilidade.

A rastreabilidade será apresentada graficamente pelo portal do Plano Diretor de Tecnologia da Informação e Comunicação  em painel eletrônico institucional com filtros por eixo, executora, dependências e intensidade.

Infográfico complementar — camadas da agenda de IA e soberania digital

Governança e política institucional

Define princípios, limites, responsabilidades, conformidade e critérios para uso responsável de IA no contexto universitário e administrativo.

Dados, interoperabilidade e segurança

Estrutura bases confiáveis, integrações, proteção de dados, trilhas de auditoria e soberania sobre ativos informacionais críticos.

Casos de uso e valor público

Prioriza aplicações com impacto real em ensino, pesquisa, extensão e gestão, evitando adoções dispersas ou sem lastro institucional.

Monitoramento e revisão responsável

Reavalia riscos, resultados, maturidade, dependências e adequação normativa para permitir escalonamento seguro ao longo do PDTIC.

Figura 17 — Camadas estruturantes da agenda de IA e soberania digital, articulando política, dados, casos de uso e revisão responsável.

8. Segurança da informação e governança de dados

Este capítulo consolida diretrizes para que a segurança da informação, a segurança cibernética e a governança de dados sejam tratadas como requisitos estruturantes do ciclo de vida das soluções de TIC, e não como verificação tardia ou etapa acessória. No contexto da UFCSPA, isso significa considerar confidencialidade, integridade, disponibilidade, autenticidade, rastreabilidade, privacidade e continuidade operacional desde a concepção, contratação, desenvolvimento, implantação, integração e sustentação dos serviços digitais.

Diretriz institucional. Nenhuma solução corporativa relevante — desenvolvida internamente, adaptada de software público, adquirida de terceiros ou contratada como serviço — deve avançar para produção sem requisitos mínimos de segurança, análise de riscos compatível, definição de responsabilidades, trilhas de auditoria e aderência normativa.
Infográfico complementar — como a segurança se organiza na SeTIC
Segurança como capacidade transversal

Proteger serviços, dados, identidades e continuidade institucional

A postura de segurança da UFCSPA depende de controles preventivos, capacidade de detecção, resposta coordenada e recuperação com aprendizagem contínua, integrando tecnologia, processos, pessoas e governança.

SI1 Prevenir Requisitos, perfis de acesso hardening e proteção de dados critérios formais de aceite SI2 Detectar Logs, auditoria e monitoramento telemetria e observabilidade dos serviços críticos SI3 Responder Incidentes, comunicação e contingência priorização de serviços críticos e ação coordenada SI4 Recuperar e aprender Restore, correção de falhas revisão de controles e lições aprendidas NÚCLEO Governança de Segurança Políticas, papéis e conformidade gestão de riscos e proteção de dados Continuidade, accountability e decisão institucional
A figura mostra, de forma simplificada, como a segurança da informação se distribui na atuação da SeTIC. No centro, a SeTIC exerce o papel de coordenação, articulando prioridades, controles e respostas. Na parte superior, identidades e acessos representam a gestão de contas, perfis e permissões. À esquerda, infraestrutura e conectividade destacam a proteção da rede, da comunicação de dados e da disponibilidade dos serviços. À direita, sistemas e dados indicam o cuidado com aplicações, integrações e informações institucionais. Na base, backup, resposta e continuidade representam a capacidade de restaurar serviços, tratar incidentes e sustentar a operação em situações críticas. Em conjunto, o infográfico evidencia que a segurança institucional depende de coordenação central e de atuação simultânea nessas quatro frentes.
Figura 17A — Organização da segurança da informação na SeTIC, evidenciando a coordenação central e as quatro frentes operacionais que sustentam a proteção institucional.

8.1 Segurança cibernética como requisito transversal

A segurança cibernética deve atravessar todo o portfólio do PDTIC porque os ativos digitais da Universidade sustentam ensino, pesquisa, extensão, gestão administrativa e obrigações legais. Em termos práticos, isso exige abordagem secure by design e secure by default: controles de proteção precisam nascer junto com a solução, acompanhando arquitetura, infraestrutura, identidade, dados, integrações, APIs, bancos de dados, logs, backup e resposta a incidentes. A ausência dessa perspectiva amplia risco de indisponibilidade, vazamento, fraude, perda de evidências, interrupção do calendário acadêmico e responsabilização institucional.

Infográfico complementar — ciclo mínimo de proteção cibernética
S1

Planejar

Classificar o serviço, mapear riscos, identificar dados tratados e definir requisitos mínimos antes da implementação.

S2

Construir ou contratar

Incorporar controles de acesso, logs, atualização segura, criptografia aplicável, testes e critérios formais de aceite.

S3

Implantar

Validar configuração, integração, segregação de ambientes, contingência, backup e mecanismos de monitoramento.

S4

Monitorar e responder

Operar com revisão de vulnerabilidades, tratamento de incidentes, trilhas de auditoria e melhoria contínua dos controles.

Figura 18 — Encadeamento mínimo entre planejamento, construção/contratação, implantação e operação segura no ciclo das soluções digitais.

8.2 Desenvolvimento seguro e soluções de terceiros

O princípio de segurança precisa valer tanto para soluções de autoria da SeTIC quanto para soluções que não são de autoria da SeTIC, incluindo softwares adquiridos, serviços em nuvem, plataformas compartilhadas, customizações de fornecedores e reaproveitamento de sistemas de outras instituições. Nesses casos, a responsabilidade institucional não desaparece com a contratação: muda apenas a forma de controle. Por isso, requisitos de segurança, privacidade, interoperabilidade, continuidade, suporte, atualização e saída contratual devem constar do planejamento da contratação, dos artefatos técnicos, dos testes de aceite e dos ritos de homologação.

Desenvolvimento interno

Exige requisitos de segurança desde a análise, padrões mínimos de autenticação e autorização, gestão de vulnerabilidades, trilhas de logs e documentação técnica suficiente para sustentação e auditoria.

Soluções de terceiros

Devem ser avaliadas quanto a arquitetura, controles nativos, armazenamento e trânsito de dados, dependência do fornecedor, SLA, atualização, suporte, cópia de segurança, exportação e encerramento contratual.

Integrações e compartilhamentos

APIs, ETLs, conectores e federação de identidades precisam operar com menor privilégio, autenticação adequada, rastreabilidade, segregação de acessos e revisão periódica de permissões.

Entrada em produção

A homologação deve verificar conformidade de segurança, privacidade, continuidade, aderência aos requisitos do negócio e existência de responsável claro pela operação e pelo tratamento de incidentes.

Referenciais federais a observar. Este direcionamento deve ser lido em conjunto com a Lei nº 13.709/2018 (LGPD), a Lei nº 12.965/2014 (Marco Civil da Internet), a Lei nº 14.129/2021 (Lei de Governo Digital), a Lei nº 12.527/2011 (LAI), o Decreto nº 12.572/2025, que institui a Política Nacional de Segurança da Informação e dispõe sobre a governança da segurança da informação na administração pública federal, o Decreto nº 10.222/2020 (Estratégia Nacional de Segurança Cibernética — E-Ciber), o Decreto nº 10.046/2019 e a Instrução Normativa GSI/PR nº 9, de 8 de janeiro de 2026, que reforça o papel estratégico do Gestor de Segurança da Informação, veda o acúmulo com a função de Gestor de TI e consolida essa atuação como elemento relevante de supervisão e segunda linha de defesa, além de atos complementares vigentes da ANPD e dos normativos federais aplicáveis ao SISP e à administração pública federal.

8.2.1 Requisitos mínimos de segurança para contratações e implantações de TIC

Para reduzir risco institucional e padronizar decisões de aceite, contratação e entrada em produção, recomenda-se que os processos de aquisição, desenvolvimento, customização, sustentação e implantação de soluções de TIC observem um conjunto mínimo de requisitos de segurança e governança. Esses requisitos devem ser adaptados à criticidade do serviço, ao tipo de dado tratado e ao impacto operacional da solução.

Requisito mínimo Aplicação esperada Objetivo
Responsável formal e segregação de funções Definir responsável negocial, responsável técnico e responsáveis por segurança, evitando conflitos de interesse críticos. Assegurar accountability e governança clara da solução.
Controle de acesso e autenticação Adotar perfis, menor privilégio, autenticação compatível com a criticidade e revisão periódica de acessos. Reduzir acessos indevidos e exposição de dados e funções sensíveis.
Logs, trilhas e rastreabilidade Registrar eventos relevantes, alterações, acessos administrativos, falhas e integrações críticas. Viabilizar auditoria, investigação e resposta a incidentes.
Vulnerabilidades, atualização e suporte Prever correção de falhas, atualização de componentes, gestão de patches e suporte durante o ciclo contratual. Evitar obsolescência insegura e exposição prolongada a falhas conhecidas.
Proteção e ciclo de vida dos dados Mapear dados tratados, base legal, retenção, descarte, exportação, backup e restauração. Preservar continuidade, privacidade, conformidade e portabilidade institucional.
Continuidade, incidente e encerramento Definir contingência, comunicação de incidentes, níveis de serviço, reversibilidade e saída contratual. Reduzir dependência do fornecedor e proteger a operação institucional.
Implicação prática para a governança. À luz do Decreto nº 12.572/2025 e da IN GSI/PR nº 9/2026, a segurança da informação deve ser tratada como função de governança e risco, com papéis claramente definidos, coordenação com a alta administração e participação qualificada na avaliação, homologação e revisão dos controles das soluções de TIC.

8.3 Governança de dados e conformidade

A governança de dados é componente essencial da transformação digital porque organiza responsabilidades, qualidade, interoperabilidade, segurança, transparência e uso legítimo das informações institucionais. No âmbito do PDTIC, governar dados significa definir critérios para coleta, classificação, acesso, compartilhamento, retenção, descarte, catálogo, metadados, qualidade, integridade e rastreabilidade, equilibrando abertura e transparência com proteção de dados pessoais, sigilo e segurança institucional. Sem essa base, a Universidade corre o risco de multiplicar bases inconsistentes, ampliar retrabalho, fragilizar análises gerenciais e comprometer conformidade.

Em especial, soluções analíticas, dashboards, integrações, BI, automações e iniciativas de IA devem operar sobre bases conhecidas, com origem identificável, responsáveis definidos, controles de acesso proporcionais, critérios de qualidade e aderência à finalidade institucional. A governança de dados, portanto, não se limita à tecnologia: ela conecta CGD, SeTIC, DPO, áreas finalísticas e responsáveis pelo processo para assegurar decisão orientada por evidências com menor risco.

Dimensão Direcionamento institucional Resultado esperado
Classificação e responsabilidade Identificar proprietário do dado, criticidade, sensibilidade, base legal e unidade responsável pelo tratamento. Maior clareza decisória, accountability e redução de uso indevido.
Qualidade e catálogo Estruturar glossários, metadados, catálogo e critérios mínimos de qualidade, integridade e atualização. Relatórios mais confiáveis, menor retrabalho e melhor interoperabilidade.
Acesso e compartilhamento Aplicar necessidade de conhecer, menor privilégio, trilhas de auditoria e regras formais para integrações e compartilhamentos. Redução de exposição indevida e compartilhamento mais seguro entre sistemas e áreas.
Retenção, descarte e transparência Compatibilizar preservação, temporalidade, descarte, transparência ativa e proteção de dados pessoais. Conformidade normativa, sustentabilidade informacional e menor risco jurídico-operacional.
Infográfico complementar — pilares de governança de dados
GD1

Conhecer

Mapear origem, finalidade, sensibilidade, responsáveis, integrações e bases legais dos dados institucionais.

GD2

Controlar

Definir perfis de acesso, trilhas de auditoria, padrões de qualidade, retenção e critérios de compartilhamento.

GD3

Usar com propósito

Viabilizar BI, relatórios, automações e IA sobre dados íntegros, documentados e aderentes à finalidade institucional.

GD4

Prestar contas

Compatibilizar transparência, privacidade, segurança e revisão contínua dos controles perante a governança.

Figura 18A — Pilares para organizar qualidade, acesso, finalidade, compartilhamento e accountability sobre os dados institucionais.

Assim, a segurança da informação e a governança de dados devem ser compreendidas como capacidades permanentes de gestão e conformidade do PDTIC, com reflexo direto sobre desenvolvimento de soluções, contratações, integrações, serviços digitais, proteção da comunidade universitária e sustentabilidade institucional no ciclo 2026–2029.

9. Plano de gestão de pessoas

A sustentabilidade do PDTIC depende da valorização das equipes de TIC, da preservação do conhecimento institucional e da ampliação de competências em temas críticos. O plano de gestão de pessoas prioriza capacitação orientada a resultados, disseminação de práticas, sucessão de conhecimento e fortalecimento da atuação integrada entre áreas.

Infográfico complementar — ciclo de desenvolvimento das equipes
P1

Capacitar

Trilhas formais organizam competências críticas para contratações, segurança, serviços, privacidade e gestão do portfólio.

P2

Registrar

Documentação mínima, repositórios internos e padrões de trabalho reduzem dependência individual e preservam memória técnica.

P3

Integrar

Atuação conjunta entre coordenadorias e áreas demandantes melhora passagem de contexto, alinhamento e velocidade de execução.

P4

Disseminar

Conhecimento adquirido em cursos e eventos deve retornar ao time por meio de compartilhamento interno e aplicação prática.

Figura 18 — Competências, conhecimento, integração e replicação institucional no plano de gestão de pessoas.

Contratações de TIC

Carga horária: 16h

Periodicidade: anual

Foco em ETP, TR, gestão contratual, planejamento da contratação e alinhamento ao PDTIC/PCA.

Segurança e resposta a incidentes

Carga horária: 24h

Periodicidade: semestral

Capacitação técnica e procedimental para prevenção, detecção, tratamento e comunicação de incidentes.

Privacidade e LGPD

Carga horária: 12h

Periodicidade: anual

Governança de dados, minimização, bases legais, transparência e proteção de dados pessoais.

Gestão de serviços de TIC

Carga horária: 20h

Periodicidade: anual

Processos de atendimento, catálogo, indicadores, continuidade e melhoria contínua de serviços.

Gestão de projetos e portfólio

Carga horária: 20h

Periodicidade: anual

Priorização, cronograma, gestão de riscos, monitoramento e comunicação com instâncias de governança.

9.1 Participação em eventos estratégicos

Além das trilhas formais de capacitação, o desenvolvimento das equipes de TIC deve incluir participação planejada em eventos estratégicos do setor público e do ecossistema de inovação. Esses espaços ampliam repertório técnico, fortalecem benchmarking, favorecem cooperação com outras instituições e aceleram a adoção de soluções já validadas em contextos semelhantes ao da UFCSPA.

WTICIFES

Ênfase: integração direta entre as áreas de TIC das universidades federais.

Valor para a UFCSPA: troca de experiências práticas sobre sistemas acadêmicos, infraestrutura, segurança, governança, suporte e soluções compartilhadas entre IFES.

Fórum RNP

Ênfase: conectividade avançada, colaboração em rede e serviços digitais para ensino e pesquisa.

Valor para a UFCSPA: aproximação com tendências de infraestrutura, identidade, colaboração e serviços interinstitucionais.

SecOps Summit

Ênfase: segurança cibernética, operações de segurança, observabilidade e resposta a incidentes.

Valor para a UFCSPA: atualização técnica aplicada à proteção de serviços críticos, dados institucionais e postura de defesa.

South Summit

Ênfase: inovação, transformação digital, ecossistemas empreendedores e novas tecnologias.

Valor para a UFCSPA: ampliação de visão estratégica, conexão com soluções emergentes e aproximação com atores públicos e privados.

4CIO

Ênfase: liderança digital, gestão pública, portfólio de TIC e governança executiva.

Valor para a UFCSPA: fortalecimento da atuação gerencial da SeTIC, com foco em priorização, resultados e articulação institucional.

Sucesu RS

Ênfase: comunidade regional de tecnologia, gestão, inovação e relacionamento com o mercado.

Valor para a UFCSPA: ampliação de networking qualificado, aprendizagem aplicada e interlocução com o setor privado e outras organizações.

Destaque institucional. O WTICIFES merece atenção prioritária por proporcionar troca direta entre as equipes de TIC de todas as universidades federais, permitindo benchmarking altamente aderente à realidade das IFES, compartilhamento de boas práticas, cooperação técnica, reaproveitamento de soluções e amadurecimento conjunto de temas como sistemas acadêmicos, infraestrutura, segurança, governança e atendimento digital.
Infográfico complementar — circuito de valor dos eventos estratégicos
EV1

Captar

Eventos ampliam repertório técnico e visão de futuro sobre infraestrutura, segurança, serviços digitais e inovação pública.

EV2

Comparar

O benchmarking com IFES, RNP, comunidades técnicas e lideranças digitais ajuda a avaliar soluções já testadas e riscos recorrentes.

EV3

Internalizar

O conhecimento obtido deve retornar à SeTIC por meio de registros, apresentações internas e incorporação às trilhas de capacitação.

EV4

Aplicar

A aprendizagem precisa se converter em ajustes práticos no portfólio, na governança, na segurança e na melhoria dos serviços digitais.

Figura 19 — Circuito de valor dos eventos estratégicos, do benchmarking externo à aplicação prática no portfólio do PDTIC.

Em conjunto, esses eventos agregam valor à UFCSPA ao promover inovação, aprendizagem contínua, colaboração com órgãos da esfera pública e privada e atualização sobre tendências, riscos e soluções já testadas. Para fins de gestão de pessoas, recomenda-se que a participação seja planejada anualmente, vinculada a objetivos de capacitação, disseminação interna do conhecimento e aplicação prática no portfólio do PDTIC.

10. Considerações orçamentárias

O planejamento orçamentário do PDTIC deve observar o ciclo institucional de planejamento e orçamento, bem como os instrumentos anuais de contratação e priorização. Este documento registra as categorias de dispêndio e a necessidade de compatibilização entre portfólio, capacidade operacional e disponibilidade financeira.

Diretriz orçamentária. Na presente versão HTML, os campos anuais foram qualificados como Conforme LOA/PCA para sinalizar que a execução financeira dependerá da programação institucional, dos instrumentos anuais de planejamento, das contratações efetivamente autorizadas e das revisões do portfólio aprovadas pela governança.
Infográfico complementar — lógica de financiamento do portfólio
O1

Planejamento

LOA, PCA e instrumentos internos definem limites, temporalidade e viabilidade de contratação para cada ciclo anual.

O2

Priorização

O ranking GUT e a criticidade operacional ajudam a ordenar o que deve ser preservado, escalonado ou postergado.

O3

Execução

Licenças, conectividade, segurança, nuvem, capacitação e projetos estratégicos são organizados por frentes de dispêndio.

O4

Revisão

A governança reavalia o portfólio conforme disponibilidade financeira, risco institucional, contratos e entregas já concluídas.

Figura 20 — Vínculo entre planejamento, priorização, execução e revisão nas considerações orçamentárias.

Licenças e subscrições

Suítes institucionais, softwares especializados, antivírus, firewall e soluções corporativas.

Conectividade e infraestrutura

Internet, datacenter, hiperconvergência, comunicação unificada, backup e ativos computacionais.

Segurança e conformidade

Ferramentas, serviços especializados, políticas, auditoria, monitoramento e capacitação.

Nuvem e dados

Serviços em nuvem, integrações, armazenamento, BI e interoperabilidade.

Capacitação

Treinamentos, trilhas de formação e desenvolvimento de competências críticas.

Projetos estratégicos

Modernização de sistemas, portais, atendimento digital e evolução do ecossistema institucional.

Categoria 2026 2027 2028 2029 Observação
LicençasConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme contratos vigentes e renovações.
ConectividadeConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAInternet, comunicação de dados e Wi-Fi.
InfraestruturaConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCADatacenter, parque computacional, backup e energia.
SegurançaConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAFerramentas, políticas e serviços especializados.
NuvemConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAServiços corporativos, dados e ambientes de inovação.
CapacitaçãoConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAConforme LOA/PCAPlano de desenvolvimento de pessoas.
Significado das colunas orçamentárias.
Infográfico complementar — lentes de decisão orçamentária
B1

Manter o essencial

Licenças, conectividade, backup, segurança e sustentação preservam a continuidade acadêmica e administrativa e tendem a exigir previsibilidade anual.

B2

Contratar com antecedência

Itens dependentes de PCA, ETP, TR e janelas formais precisam entrar cedo no ciclo para reduzir risco de atraso ou perda de oportunidade.

B3

Evoluir com escalonamento

Projetos estratégicos, modernização de sistemas, nuvem e dados devem ser distribuídos conforme capacidade operacional, maturidade e risco institucional.

B4

Revisar e reequilibrar

A governança deve reavaliar o portfólio diante de orçamento aprovado, contratos vigentes, fatos supervenientes e resultados já entregues.

Figura 21 — Quatro lentes para decidir manutenção, contratação, escalonamento e revisão do portfólio orçamentário.

11. Plano de gestão de riscos

O gerenciamento de riscos do PDTIC será contínuo, integrado à governança e revisto em cada ciclo de monitoramento. A matriz a seguir sintetiza os riscos prioritários identificados no documento-base, acrescidos de fatores supervenientes com potencial de alto impacto sobre a continuidade dos projetos, como a greve de servidores.

Infográfico complementar — ciclo de tratamento de riscos
R1

Identificar

Mapear eventos críticos ligados a contratação, orçamento, segurança, LGPD, rotatividade e sobrecarga operacional.

R2

Classificar

Combinar probabilidade, impacto e criticidade para distinguir riscos altos, médios e seus efeitos sobre o portfólio.

R3

Mitigar

Aplicar planejamento antecipado, políticas, capacitação, backup, revisão de processos e coordenação com a governança.

R4

Monitorar

Revisões periódicas e evidências operacionais verificam se os controles permanecem suficientes ao longo do ciclo do PDTIC.

Figura 22 — Identificação, classificação, mitigação e monitoramento contínuo no plano de gestão de riscos.
R1. Atrasos em contratações de TIC.
Impacto alto
R2. Insuficiência ou contingenciamento orçamentário.
Impacto alto
R3. Incidentes de segurança cibernética.
Impacto alto
R4. Greve de servidores com impacto sobre projetos e serviços críticos.
Impacto alto
R5. Não conformidade com LGPD e normativos.
Probabilidade média
R6. Rotatividade e perda de conhecimento institucional.
Probabilidade média
R7. Sobrecarga operacional do portfólio.
Probabilidade média
Risco Probabilidade Impacto Tratamento/Mitigação Responsáveis
Atrasos em contratações de TICMédiaAltaPlanejamento antecipado, priorização em PCA, gestão contratual e acompanhamento pela governança.SeTIC / COSTIC / PROPLAD
Insuficiência orçamentáriaMédiaAltaEscalonamento do portfólio, revisão anual, priorização por criticidade e negociação institucional.Alta Administração / CGD / SeTIC
Incidentes de segurançaMédiaAltaAtualização do PPSI, trilhas de logs, backup, resposta a incidentes e capacitação.CICD / CS / SeTIC
Greve de servidoresMédiaAltaPlano de continuidade priorizando serviços e projetos críticos, redefinição temporária de escopo, reprogramação de marcos, gestão de dependências e comunicação tempestiva à governança e às áreas demandantes.Alta Administração / SeTIC / CGD / Coordenadorias
Não conformidade LGPDMédiaAltaPolíticas, treinamento, revisão de processos e atuação conjunta com DPO.DPO / CSI / SeTIC
Rotatividade e perda de conhecimentoMédiaMédiaDocumentação, onboarding, trilhas de capacitação e gestão do conhecimento.SeTIC / Coordenadorias
Sobrecarga operacional do portfólioMédiaMédiaPriorização contínua, limitação de frentes simultâneas, reescalonamento do cronograma e balanceamento da capacidade entre coordenadorias.SeTIC / CGD / Coordenadorias
Significado das colunas da matriz de riscos.

12. Acompanhamento, monitoramento e revisão

O acompanhamento do PDTIC será estruturado com base em evidências, indicadores e ritos de governança. O objetivo é assegurar transparência, correção de rumos, accountability e atualização tempestiva do portfólio.

Infográfico complementar — ciclo de monitoramento do PDTIC
M1

Medir

Indicadores, status de ações, riscos e marcos de entrega transformam execução em evidências comparáveis ao longo do ciclo.

M2

Analisar

SeTIC e governança interpretam desvios, dependências, restrições orçamentárias e impactos sobre o conjunto das 94 necessidades.

M3

Deliberar

CGD e instâncias correlatas definem correções de rumo, reequilíbrio do portfólio, escalonamento e respostas a fatos supervenientes.

M4

Publicar

Resultados consolidados retornam em relatórios, versões revisadas e transparência ativa para fortalecer accountability institucional.

Figura 23 — Medição, análise, deliberação e transparência no ciclo de monitoramento e revisão do PDTIC.
Rito Periodicidade Responsáveis Produto
Revisão do portfólioSemestralSeTIC e CGDRelatório de execução, status das ações e riscos.
Revisão geral do PDTICAnualSeTIC / CGDVersão revisada, com ajustes de metas, prazos e prioridades.
Monitoramento contínuoContínuoCoordenadoriasPainel de indicadores e acompanhamento operacional.
Revisão extraordináriaAd hocCGD / Alta AdministraçãoDeliberações diante de fatos supervenientes relevantes.
Transparência ativaContínuaSeTIC / ASCOMPublicação de versões, indicadores e resultados consolidados.
Significado das colunas de monitoramento.

13. Conclusão

O PDTIC UFCSPA 2026–2029 consolida uma agenda institucional de transformação digital orientada por governança, criticidade, conformidade, transparência e geração de valor público. Ao articular preparação, diagnóstico, planejamento, execução e revisão em um mesmo ciclo de gestão, o documento supera a lógica de simples listagem de demandas e estabelece uma trilha de priorização capaz de conectar estratégia institucional, capacidade operacional da SeTIC e necessidades concretas da comunidade universitária.

A incorporação do inventário completo de 94 necessidades priorizadas fortalece a consistência do plano, pois amplia o campo de visão para além dos itens de maior urgência e permite tratar, de forma integrada, continuidade operacional, modernização de sistemas, segurança e privacidade, dados e interoperabilidade, atendimento, infraestrutura, inovação e sustentabilidade tecnológica. Dessa forma, o portfólio previsto para 2026–2029 passa a refletir tanto os requisitos imediatos de funcionamento institucional quanto as condições de maturidade necessárias para a evolução do ambiente digital da UFCSPA.

A execução bem-sucedida deste PDTIC exigirá coordenação permanente entre SeTIC, Comitê de Governança Digital, Comitê Gestor de Segurança da Informação e Comunicação, DPO, alta administração e unidades demandantes. Exigirá, igualmente, disciplina de monitoramento, atualização tempestiva de indicadores, gestão ativa de riscos, priorização compatível com orçamento e capacidade, além de revisão anual do portfólio para absorver mudanças normativas, tecnológicas e institucionais sem perda de foco estratégico.

Ao final do ciclo 2026–2029, espera-se que a UFCSPA disponha de base mais robusta para sustentar serviços digitais críticos, ampliar integração e confiabilidade de sistemas, elevar sua postura de segurança e privacidade, melhorar a experiência do usuário e consolidar ambiente propício a dados, inovação e uso responsável de IA. Nessa perspectiva, o PDTIC não se encerra como documento formal de planejamento: ele se afirma como instrumento contínuo de governança, aprendizado institucional e prestação de contas, essencial para a maturidade digital da Universidade.

Infográfico complementar — síntese de valor do PDTIC

Continuidade e resiliência

Proteção dos serviços digitais essenciais, da conectividade, da infraestrutura crítica e da capacidade de resposta institucional.

Modernização e integração

Evolução do ecossistema de sistemas, interoperabilidade, dados, BI e suporte mais consistente às áreas finalísticas.

Governança e conformidade

Ritos de monitoramento, gestão de riscos, segurança, privacidade, controle de dados e aderência às diretrizes federais.

Inovação com responsabilidade

Ambiente favorável ao uso ético de IA, à experimentação segura e à geração de valor público para ensino, pesquisa, extensão e gestão.

Figura 24 — Síntese dos resultados estratégicos esperados com a execução do PDTIC UFCSPA 2026–2029.

Anexos e Referências

Anexo I — Referências normativas e técnicas essenciais

O conjunto a seguir funciona como base de conformidade, método e alinhamento institucional do PDTIC. Para facilitar a leitura, as referências foram agrupadas visualmente em trilhas complementares de governança, contratação, proteção de dados, transparência e estratégia institucional, com reforço explícito aos referenciais recentes de segurança da informação, em especial o Decreto nº 12.572/2025 e a Instrução Normativa GSI/PR nº 9/2026.

Infográfico complementar — trilhas de referência do PDTIC

Método e governança digital

Reúne o Guia de PDTIC do SISP, a Portaria SGD/ME nº 778/2019 e os referenciais de governo digital que estruturam a elaboração, a revisão e a governança do plano.

Contratações e execução

A IN SGD/ME nº 94/2022 orienta o planejamento das contratações de TIC e conecta orçamento, instrução processual e execução do portfólio.

Proteção de dados e transparência

LGPD, LAI e o Decreto nº 10.046/2019 qualificam privacidade, interoperabilidade, compartilhamento de dados e accountability institucional.

Estratégia, acessibilidade e valor público

PDI, Planejamento Estratégico UFCSPA e eMAG asseguram alinhamento com objetivos institucionais, experiência do usuário e acessibilidade digital.

Figura 25 — Organização das referências do Anexo I por trilhas de método, contratação, conformidade e alinhamento institucional.
Instrumento Finalidade no PDTIC Link de referência
Guia de PDTIC do SISPReferencial metodológico principal para elaboração, monitoramento e revisão.https://www.gov.br/governodigital/pt-br/estrategias-e-governanca-digital/sisp/guia-do-gestor/documentos/guia-de-pdtic-do-sisp-2-1/@@download/file
Portaria SGD/ME nº 778/2019Dispõe sobre PDTIC no âmbito do SISP.https://www.gov.br/governodigital/pt-br/estrategias-e-governanca-digital/sisp/portaria-sgd-me-no-778-de-4-de-abril-de-2019
IN SGD/ME nº 94/2022Referência para contratações de soluções de TIC.https://www.gov.br/governodigital/pt-br/contratacoes-de-tic/legislacao/processo-de-contratacao-de-solucoes-de-tic-regido-pela-lei-ndeg-14-133-de-2021
Lei nº 14.129/2021Lei de Governo Digital e eficiência pública.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2021/lei/l14129.htm
Lei nº 13.709/2018 (LGPD)Proteção de dados pessoais e privacidade.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2018/lei/l13709.htm
Lei nº 12.527/2011 (LAI)Transparência ativa e acesso à informação.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2011/lei/l12527.htm
Decreto nº 10.046/2019Compartilhamento de dados e interoperabilidade.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2019/decreto/d10046.htm
Decreto nº 12.572/2025Institui a Política Nacional de Segurança da Informação e dispõe sobre a governança da segurança da informação na administração pública federal.https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2025/decreto/d12572.htm
Instrução Normativa GSI/PR nº 9, de 8 de janeiro de 2026Eleva o papel estratégico do Gestor de Segurança da Informação, reforça a segregação de funções em relação à TI e amplia a maturidade de governança e controle.

https://www.gov.br/gsi/pt-br/centrais-de-conteudo/noticias/2026/in-09-2025-eleva-o-papel-estrategico-do-gestor-de-seguranca-da-informacao

https://in.gov.br/web/dou/-/instrucao-normativa-gsi/pr-n-9-de-8-de-janeiro-de-2026-680129488

PDI UFCSPA 2020–2029Referência institucional de longo prazo para objetivos, diretrizes e alinhamento do PDTIC à estratégia universitária.https://www.ufcspa.edu.br/documentos/institucional/ufcspa-pdi-2020-2029.pdf
Planejamento Estratégico UFCSPA 2025–2029Referência institucional para objetivos, indicadores e articulação do portfólio de TIC com a estratégia vigente da Universidade.https://ufcspa.edu.br/documentos/Planejamento_estrategico/Planejamento_Estratgico_2025-2029_Prova_06.pdf
eMAG / diretrizes de acessibilidade digitalUsabilidade e acessibilidade em serviços digitais.https://www.gov.br/governodigital/pt-br/acessibilidade-digital
Significado das colunas do anexo.